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Gerdau celebra 40 anos da Usina Ouro Branco e reforça papel estratégico no desenvolvimento de Minas Gerais
Maior unidade da companhia no mundo reúne autoridades, colaboradores e comunidade para marcar quatro décadas de história, investimentos e transformação regional
Publicado em 29/05/2026, por Ramon Santos.
A história da industrialização moderna do Alto Paraopeba passa, inevitavelmente, pelos portões da Usina Gerdau Ouro Branco. Nesta quinta-feira (28), a companhia celebrou os 40 anos de operação da unidade que se tornou a maior planta da siderúrgica no mundo e uma das mais importantes da indústria brasileira do aço e o Portal tabloide esteve presente nesta celebração histórica tão importante para a cidade de Ouro Branco!
A cerimônia reuniu autoridades, lideranças empresariais, colaboradores, parceiros e representantes da comunidade para marcar uma trajetória que se confunde com o próprio desenvolvimento econômico da região. Ao longo de quatro décadas, a usina consolidou-se como um dos principais polos industriais do país, contribuindo para a geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento da economia mineira.
Com capacidade instalada de 4,5 milhões de toneladas de aço líquido por ano, a unidade responde atualmente por mais de 10% de toda a produção nacional de aço. Desde sua inauguração, já foram produzidas mais de 110 milhões de toneladas de aço bruto, destinadas a setores estratégicos como construção civil, indústria automotiva, agronegócio, energia e infraestrutura.
Durante o evento, o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, destacou o legado construído ao longo das últimas décadas e o compromisso da companhia com o futuro.
“Celebrar os 40 anos da Usina Ouro Branco é reconhecer a força das pessoas que construíram essa história e reforçar nosso compromisso com o futuro. O setor do aço seguirá sendo essencial para o desenvolvimento do Brasil e queremos que os próximos 40 anos sejam marcados por ainda mais crescimento, inovação, tecnologia e sustentabilidade”, afirmou.
Um motor para a economia regional
Mais do que uma planta industrial, a usina se transformou em um dos principais motores econômicos da região. Cerca de 10 mil pessoas circulam diariamente pelo complexo industrial entre empregados próprios e trabalhadores de empresas parceiras. Grande parte dessa força de trabalho reside em Ouro Branco, Congonhas e Conselheiro Lafaiete, cidades que tiveram seu crescimento diretamente influenciado pela presença da siderúrgica.
Ao longo dos anos, a Gerdau também ampliou sua participação em iniciativas voltadas para educação, qualificação profissional, cultura, esporte e desenvolvimento social, fortalecendo sua relação com a comunidade local.
A própria expansão urbana e econômica de Ouro Branco acompanha a trajetória da usina. Nas últimas décadas, o município se consolidou como um dos mais relevantes polos industriais de Minas Gerais, combinando a presença da siderurgia, da mineração e de instituições de ensino e pesquisa voltadas à formação técnica e tecnológica.
Investimentos apontam para o futuro
As comemorações dos 40 anos também ocorreram em um momento de forte expansão dos investimentos da companhia em Minas Gerais.
Neste ano, a Gerdau concluiu a ampliação do laminador de bobinas a quente da usina, projeto que recebeu investimento de R$ 1,5 bilhão e elevou a capacidade anual para 1,1 milhão de toneladas. Durante as obras, mais de 2.500 empregos foram gerados na região.
A empresa também avança em projetos ligados à mineração sustentável, incluindo investimentos em Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto, que deverão ampliar a autossuficiência da companhia no fornecimento de minério de ferro.
As iniciativas fazem parte de um pacote de aproximadamente R$ 6 bilhões destinados à modernização e ampliação das operações da Gerdau em Minas Gerais.
Segundo Rafael Gambôa, vice-presidente de Aços Planos e Mineração da empresa, a trajetória da unidade é marcada por evolução constante.
“Ao longo dessas quatro décadas, construímos uma trajetória marcada por inovação, modernização contínua e evolução tecnológica, sempre alinhadas à segurança, à eficiência operacional e à sustentabilidade”, destacou.
Tecnologia e sustentabilidade
A busca por competitividade também tem sido impulsionada pela transformação digital. Em 2024, a unidade implantou a primeira rede privada 5G do setor siderúrgico da América Latina, permitindo avanços em automação industrial, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e monitoramento em tempo real dos processos produtivos.
A iniciativa reforça a posição da usina entre as operações mais modernas do setor nas Américas.
No campo ambiental, a Gerdau também se destaca por manter uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa da indústria mundial do aço. A empresa é ainda uma das maiores recicladoras da América Latina, utilizando a sucata metálica como matéria-prima em grande parte de sua produção.
Projeto social para combater a pobreza
Um dos momentos mais simbólicos da celebração foi o lançamento do projeto Dignidade Ouro Branco, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal.
A iniciativa busca enfrentar desafios sociais históricos do município por meio de ações integradas nas áreas de habitação, educação, geração de renda, reciclagem e turismo.
O programa será executado com a metodologia da ONG Gerando Falcões e foi estruturado a partir de diagnósticos realizados diretamente com a população local, permitindo a criação de estratégias alinhadas às necessidades do território.
Quatro décadas construindo o futuro
Ao completar 40 anos, a Usina Ouro Branco reafirma sua condição de patrimônio industrial de Minas Gerais e peça-chave da indústria brasileira. Mais do que números expressivos de produção e investimentos bilionários, a trajetória da unidade é marcada pela transformação econômica e social de uma região que cresceu junto com o aço produzido em seus altos-fornos.
Em um cenário de transição tecnológica e busca por uma indústria cada vez mais sustentável, a maior planta da Gerdau no mundo entra em sua quinta década de operação olhando para o futuro, mas sem perder de vista o papel que desempenhou na construção da história de Ouro Branco e de Minas Gerais.


