Minas Gerais
Medalha Dona Jandira: Ouro Branco eterniza a cultura em forma de afeto e reconhecimento
Ouro Branco eterniza a cultura com afeto, reverência e o legado de quem nunca parou de sonhar.
Publicado em 03/07/2025, por Ramon Santos.
Na última quinta-feira, dia 26, o coração de Ouro Branco bateu no compasso da memória, da música e do artesanato. O auditório Fernando de Oliveira foi tomado por emoção, cantoria e reconhecimento na primeira entrega da Medalha Dona Jandira, uma honraria que carrega não apenas um nome, mas uma história inteira de amor à cultura, à educação e às raízes mineiras.
O projeto de autoria da ex-vereadora Valéria Melo, a medalha homenageia quem faz da arte um jeito de viver e de transformar o mundo ao redor. Em 2025, a resolução foi ampliada para que mais talentos da terra possam ser reconhecidos. E como é bom ver esse trem andando...
Dona Jandira uma alagoana de nascença, mineira de coração. Se foi em 2024, aos 85 anos, mas deixou um rastro bonito de gente cantando, lendo, costurando sonhos. Professora, cantora, compositora e artesã, ela começou a carreira musical aos 66 anos e não parou mais. Foram mais de 400 apresentações, inclusive em Portugal. Em Itatiaia, vilarejo que escolheu para viver, fundou com o jovem Wilton Fernandes o coral e a Associação Os Bem-Te-Vis, que há 20 anos leva arte, leitura e afeto para a comunidade.
A entrega da medalha aconteceu em Sessão Solene e contou com a presença de autoridades, artistas, familiares e representantes da cultura local. O neto de Dona Jandira, Leandro, representou a família. Valéria, autora da proposta, também esteve lá, emocionada. Foi noite de festa e reverência, com trilha sonora, vídeo biográfico e apresentações que pareciam conversar com o espírito da homenageada.
Os homenageados da noite
Entre os agraciados, nomes que ajudam a sustentar a alma cultural de Ouro Branco: Cléver Bambu, parceiro musical de Dona Jandira; o cantor Ció Balbino com sua irreverência e jovialidade Rock In’Roll; o professor Roberto d’Assunção, que ainda surpreendeu com seu talento musical na homenagem à amiga e também a esposa que estava na primeira fila encantada e visivelmente emocionada; o jovem músico e professor Acawã; cantor Patrício Vieira que trouxe os acordes do sertanejo; José Geraldo dos Santos, capitão do Congado; a Casa de Música; a Acafro; a escritora Ângela Magda; Wilton Fernandes, amigo parceiro de longa data da Dona Jandira. Todos carregam, cada um à sua maneira, a missão de fazer da arte uma extensão da vida.

O presidente da Câmara, vereador Warley Pereira, resumiu bem o espírito da noite: “Homenagear quem faz cultura é preservar nossa identidade, é sustentar o que temos de mais bonito e autêntico.”
Essa primeira edição marca também os 70 anos da Câmara Municipal. E olha... não poderia haver melhor forma de comemorar. A Medalha Dona Jandira veio para ficar. E, como tudo que nasce da terra boa, vai dar muitos frutos.


